terça-feira ,15 outubro 2019
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Caso derrote Ngannou, Cigano diz que prefere outra luta a ter que aguardar duelo pelo cinturão

 

A dois dias da luta contra o francês-camaronês Francis Ngannou, o brasileiro Júnior Cigano confessou que a disputa pelo cinturão não é uma obsessão imediata, caso ele vença o adversário deste sábado (29). O atleta revelou que, caso o campeão não esteja disponível, pode fazer um combate antes da grande oportunidade do embate pelo título. As informações foram feitas em entrevistas ao site ‘MMA Junkie’.

“Na verdade, não tem para onde ir depois de sábado. O vencedor desta lutará pelo cinturão. Mas, algumas vezes, o UFC inventa algumas coisas, sabe? Mas eu realmente não estou preocupado com isso. Claro que meu foco é o cinturão. Quero ser campeão de novo, mas não estou com pressa. O mais importante é continuar lutando e me manter ativo. Quero ter três lutar por ano, no mínimo”, declarou Cigano.

Antes se ser o detentor do título da divisão pela primeira vez, em 2012, o brasileiro passou por uma situação em que já era cotado para enfrentar Cain Velasquez, no entanto, o norte-americano se lesionou, fazendo com que Júnior ficasse sem adversário. O Ultimate, então, agiu rápido e traçou uma estratégia para que Cigano pudesse se manter em atividade.

“Na primeira vez que lutei pelo cinturão, eu deveria enfrentar Cain Velasquez, mas ele se machucou na luta contra Brock Lesnar (2010). Então, eu não pude enfrentá-lo. Ele ficou fora um ano. Eles me disseram que eu poderia aguardar, mas eu disse que queria outra luta. Então, Dana (White) me deu a oportunidade de ser um dos treinadores do TUF (The Ultimate Fighter) e enfrentar Shane Carwin (2011)”, contou Dos Santos.

O atleta afirmou que já não é tão jovem para se dar ao luxo de esperar que um oponente esteja disponível para enfrentá-lo. Cigano, então, não vai esperar o vencedor entre Daniel Cormier e Stipe Miocic, caso ele esteja impossibilitado de defender seu título.

“Eu não vou ficar esperando por lutas, cara. Estou com 35 anos. Nos últimos cinco anos, eu atuei uma vez por ano. Agora, quero, no mínimo, três”, finalizou o brasileiro.

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