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Em 2014, aos 20 anos de idade, Larissa Pacheco foi contratada pelo UFC como uma das promessas do MMA feminino do Brasil. Na época, a campeã do Jungle Fight não conseguiu render no Ultimate e acabou demitida após duas derrotas. Agora, terá uma nova chance. Ela é a única brasileira selecionada para a 28ª temporada do reality show “The Ultimate Fighter”, que estreia no dia 29 de agosto e terá um total de oito mulheres no peso-pena (até 66kg) e oito homens no peso-pesado (até 120kg). Cada vencedor do torneio em sua categoria receberá um contrato de seis dígitos com o UFC, e os times serão liderados pelo campeão dos médios, Robert Whittaker, e o número 4 do ranking, Kelvin Gastelum.
– Estou me sentindo bem em ser uma das selecionadas, tinham outras brasileiras, fiquei muito feliz por isso. Não conheço muito as outras lutadoras, minha mãe que é mais ligada, fica me ligando e falando das meninas. Minha passagem pelo UFC foi rápida, não pude mostrar o que sabia fazer, lutei com meninas muito experientes e eu era muito nova. As coisas aconteceram muito rápido na minha vida, entrei no UFC e já peguei lutas muito expressivas, acho que agora tenho capacidade de mostrar um pouco mais de mim, o meu trabalho, tenho mais segurança por isso – conta a paraense.
Na primeira passagem pelo UFC, Larissa foi chamada em cima da hora para substituir a canadense Valerie Letourneau no UFC Brasília, em setembro de 2014, e acabou finalizada por Jessica Andrade. Seis meses depois, no UFC 185, acabou superada por Germaine de Randamie por nocaute técnico após ter o braço quebrado num chute durante o combate. A lesão afastou a brasileira por mais de um ano das competições.
– Eu quebrei o meu braço na minha última luta no UFC e tive que passar por cirurgias, recuperação, e sempre que estava próxima a me recuperar, eu quebrava de novo e de novo. Eu falei: não vou mais fazer nada esse ano, não vou lutar, não vou forçar. Fiz um tratamento e fiquei boa. Aí fiz uma luta, que foi muito boa por sinal, que foi quando meu nome começou a ser falado de novo.
O retorno foi em março desse ano, quando finalizou Karolline Rosa Cavedo no WOCS 49 no segundo round. Foi a primeira luta de Larissa na divisão peso-pena, categoria que acredita ser a ideal para continuar a carreira, que conta com 11 vitórias e duas derrotas.
– Eu lutava de peso-galo e ficava muito debilitada para bater o peso, por causa da minha altura e da minha estrutura óssea, ficava muito magra mas não ficava bem, não conseguia me recuperar. Fiz a estreia no peso, me senti muito bem, muito à vontade, realmente eu vejo que essa é a minha categoria. Eu acho que vou me sentir tranqüila dentro da casa, vou ficar o mais relaxada possível, principalmente com a questão do peso, não vou me pressionar. Todo mundo está na mesma situação, se eu ficar tensa demais isso pode me prejudicar. Vou ficar o máximo tranqüila e preparada psicologicamente para isso.
Durante a seleção das candidatas, a campeã peso-pena do Ultimate, Cris Cyborg, fez uma aparição na gravação em Las Vegas. Apesar de gostar de uma luta entre a curitibana e Amanda Nunes, campeã peso-galo, Larissa acredita na importância de Cyborg para desenvolver a divisão até 66kg.
– Ela é uma campeã incrível, não tem o que falar nada dela. Se um dia tiver a oportunidade de enfrentá-la, será uma honra. Conversei e falei um pouco com a Cris, ela chegou a me dar uma camiseta, foi muito simpática e muito tranqüila, foi legal poder vê-la. Acho que seria uma luta boa para as duas, mas acho que a Cris não deveria abandonar a categoria dela, logo agora que ela conquistou e tem o TUF para crescer ainda mais a divisão. Se você tem um grande campeão, você tem vontade de ser tão bom quanto ele… acho que só fortalece a categoria.
Fonte Canal Combate
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